A PENSE, É GRÁTIS, é uma instituição HUMANISTA-SECULARISTA sem fins lucrativos que tem como:

Missão:
Difundir conhecimento de maneira gratuita para a sociedade, fundamentando-se no racionalismo, ceticismo, secularismo, pluralismo, liberdade, história, filosofia, ciência, humanismo, no diálogo e na política.Combater todas as formas de preconceito e discriminação, seja ela racial, social, econômica, sexual, étnica, religiosa ou de qualquer outro gênero.Contribuir para construção de uma sociedade livre, igualitária, justa, solidária e democrática.

Visão:
Ser um veículo alternativo e de livre pensamento, pautando-se na finalidade de promover debates e questionamentos sobre questões éticas e morais relativas à sociedade.

Valores:
Racionalidade crítica, lógica, democracia, pensamento libertário e pluralismo.

A PENSE, É GRÁTIS, tem os seus pilares apoiados em algumas bandeiras e preceitos.

Filosofia: 
A filosofia nos permite questionar nossa posição de falibilidade das ideias e por em check nossos próprios “demônios”, tendo por princípios instigar atitudes reflexivas, críticas ou especulativas acerca do ser, dos seres, do ser humano e de seu papel no universo. Só se é capaz de pensar a pluralidade quando temos consciência de nós mesmos e da capacidade de consciência do outro.

Pluralismo: 
Os seres não são redutíveis a um princípio constitutivo único. Defesa intransigente de que todo ser humano consciente tem o direito de tomar suas próprias decisões – e que tal diversidade é benéfica. Por um mundo igualitário que integre e não discrimine. Todos têm muito a acrescentar e é apenas na convivência – e não na exclusão – que isso se faz possível.

Ciência:
Conhecimento rigoroso e racional sobre os assuntos. Promover o pensamento lógico e a investigação racional, defendendo a ciência e seu método de auto-correção e princípio da falseabilidade da ideias, aplicando-as às mais variadas áreas da ciência, inclusive, nas demandas sociais, que mais carecem de postura crítica e questionadora.

Laicidade:
Defendemos a laicidade, pois sabemos que só através dela é possível ter um estado democrático e pluralista. O estado laico deve defender crenças e não crenças de maneira igual, porém, seremos sempre combativos com qualquer violação desse pressuposto de laicidade aí posto, principalmente por presenciarmos recorrentes ataques institucionalizados a locais de terreiro de candomblé, a ateus e outras minorias religiosas em nosso país, além de imagens e símbolos em repartições públicas, menção no dinheiro e ensino religioso nas escolas, bem como o empreendimento da bancada evangélica em boicotar e inviabilizar agendas legítimas dos direitos humanos, como a descriminalização da maconha, do aborto e criminalização da homofobia/casamento gay, etc.

Direitos Humanos e minorias:
Ao sustentar a universalidade dos direitos humanos, a Declaração de 1948 tem sob fundamento que a condição de pessoa é o requisito único para a titularidade de direitos, considerando o ser humano como um ser essencialmente moral, dotado de unicidade existencial e dignidade.Ao sustentar a indivisibilidade dos direitos humanos, a Declaração ineditamente estabelece que a garantia dos direitos civis e políticos é condição para a observância dos direitos sociais, econômicos e culturais e vice-versa. Quando um deles é violado, os demais também o são. Os direitos humanos compõem, assim, uma unidade indivisível, interdependente e inter-relacionada, capaz de conjugar o catálogo de direitos civis e políticos ao catálogo de direitos sociais, econômicos e culturais.

Igualdade Racial:
Entendemos que nossa sociedade ainda carece de uma equidade social entre negros e brancos, fruto da exploração escravista que perpetrou séculos de saqueamento em África e se estendeu para o nosso país, por isso entendemos a dívida histórica que o estado tem para com os negros, pois é sabido que nenhuma medida reparativa foi feita para a promoção de igualdade sócio-racial pós-libertação dos seres humanos que foram escravizados naquela época e as marcas e desventuras da escravidão ainda são sentidas até os dias atuais, pois o racismo ainda é estrutural, estruturante e institucionalizado, em suma, é mais uma estrutura de poder que somos veementemente combativos.

Cotas:
A nossa página defende as cotas sociais e raciais por entender que a relação entre cor e condição social são intercambiáveis atualmente em nossa sociedade. Visto que após o período pós-escravidão a população negra foi relegada a marginalização e a um sistema estrutural de discriminação racista. Essa situação, aliada a falta de políticas efetivas de reparação social e indenizatória para com os que sofreram com o crime contra humanidade que é sistema de poder racista que por toda a história, potencializou a condição de pobreza e estigma pernicioso contra os negros. Por isso, entendemos que o estado tem uma dívida histórica para com os negros. As cotas não quitam essa dívida por completo, mas é uma política afirmativa que visa reparar as discrepâncias sociais e raciais que separam brancos e negros no país.

Descriminalização e legalização da maconha:
Defendemos a descriminalização e legalização da maconha por motivos simples e óbvios. A criminalização tem se mostrado ineficaz, na medida em que promove uma guerra fracassada contra as drogas e, propicia, dentre outras coisas, a criminalização da pobreza e políticas de higienização social para manter uma ordem burguesa, pois legitima a entrada da polícia nas favelas e a matar, principalmente, pobres e negros em condições de desassistência social. Outro ponto pelo qual defendemos a legalização é porque ela fere os princípios de liberdade individual, além de dificultar pesquisas médicas para o tratamento de doenças raras. A criminalização adotou princípios moralistas e arbitrários, justamente para atender as demandas de um mercado e de uma elite privilegiada que viu na maconha um entrave para seus interesses comerciais!

Feminismo:
O feminismo tem por preceitos pleitear a igualdade de gênero entre homens e mulheres, e nós o defenderemos veementemente, uma vez que essa estrutura de poder patriarcal vitima as mulheres das mais variadas formas e as oprime sistematicamente, seja na criminalização do aborto, na forma de se vestir e de agir, além dos abusos e das mortes por motivação de gênero. O feminicídio, segundo o IPEA, assola 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres. Entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios, ou seja, mortes motivadas por conflitos de gênero.

Legalização do aborto:
Primeiramente, não somos a favor do aborto. Ninguém é a favor do aborto.Somos a favor da despenalização do aborto, a favor da liberdade da mulher para decidir o que fazer com a sua própria vida.Vamos encarar os fatos. O aborto é uma realidade. Acontece todos os dias, em todos os lugares, com as mais diferentes mulheres. Todos sabem que o aborto é a última opção. Métodos contraceptivos falham! Sendo crime ou não, a mulher que quer fazer um aborto, faz. Nem que seja com um cabide. Ser contra a despenalização do aborto não vai fazer com que as mulheres parem de abortar. Acontece que, pelo fato de ser ilegal no país, muitas mulheres – em geral, as pobres, miseráveis, que passam fome, e que sabem que um filho naquele momento seria simplesmente impossível ou muito difícil – acabam em clínicas clandestinas, e muitas perdem suas vidas ali. Ser contra a despenalização do aborto é fechar os olhos para essas mortes, é simplesmente não ter consideração por essas mulheres. Ser mãe deveria ser uma escolha pessoal, e não uma imposição do estado, da sociedade e da cultura. Mulheres não abortam seres vivos, abortam embriões. A única vida que está, de fato, correndo risco, é a vida da mulher. Os anti-escolha defendem tanto um aglomerado celular e pouco se importam com a vida das mulheres, que tem sentimentos e que deve ter sua voz ouvida, que precisa ter a oportunidade de decidir em segurança.Muitos falam que são contra a despenalização do aborto porque são a favor da vida.Somos a favor da despenalização.E pelo mesmo motivo.

Pautas LGBT:
Defendemos a liberdade de sentimentos, condições humanas e expressão de todas as formas de amor consensual, independe de gênero e orientação sexual. Entendemos que é natural toda a forma de amor mutuo e a homossexualidade se expressa nesse sentido. Vivemos em uma sociedade que perpetra uma opressão sistêmica sobre a população LGBT e isso descamba pelo caminho da segregação, exclusão e vulnerabilidade social, o que gera uma grave onda de violência e, por conseguinte, a homolesbotransfobia. Dados reais mostram que a estatística de violência motivada por homofobia em nosso país é catastroficamente assombroso. O Brasil é campeão mundial em assassinatos contra a população LGBT. Só em 2013, um homossexual foi morto a cada 28 horas no Brasil. Por isso, seremos combativamente opostos a qualquer tipo de discriminação contra esse segmento da sociedade.